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Da Apatia à Arte: Por que estudar um instrumento pode salvar sua saúde mental



“Os homens nascem livres, mas em toda parte estão acorrentados.” – Jean-Jacques Rousseau.


A frase de Rousseau nunca foi tão atual, mas as correntes mudaram. Elas não são mais feitas de ferro; são feitas de algoritmos, açúcares e pixels.


Vivemos o auge do acesso: temos comida na porta com um clique e entretenimento infinito na palma da mão. No entanto, por que, tendo "tudo", vivemos o auge da depressão, da exaustão e da apatia?




Em seu livro Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley previu que o controle social não viria pela força, mas pelo excesso de prazer.


Ele vislumbrou uma sociedade onde as pessoas estariam tão "entretidas" por estímulos superficiais que perderiam o interesse em pensar ou transformar a realidade.


Hoje, essa "Anestesia Digital" nos fecha em bolhas de conforto que sequestram nossa vontade.


O prazer rápido e sem esforço — a chamada dopamina barata — atrofia nossa capacidade de persistir em objetivos de longo prazo, deixando um rastro de ansiedade e vazio existencial.



A saída dessa prisão invisível está em resgatar algo que tínhamos na infância. Observe um bebê: ele conquista tarefas hercúleas, como andar e falar, sem medo de errar ou de se humilhar.


Para ele, o esforço não é um fardo, é o caminho.


Ao crescermos, passamos a temer o desafio. Começamos a acreditar no erro de que, se algo exige esforço, é porque não temos talento. Ledo engano: o esforço é justamente o que constrói o talento e a inteligência.


É aqui que o estudo de um instrumento musical surge como um dos maiores aliados da saúde mental contemporânea. Tocar um instrumento é o oposto exato do scroll infinito das redes sociais.




Enquanto o mundo digital entrega prazer imediato e passivo, a música exige esforço deliberado. Ao se dedicar ao instrumento, você treina virtudes que a modernidade tenta apagar:


  • Paciência e Disciplina: Você entende que a beleza leva tempo para ser construída. Não há "atalho" para uma execução perfeita.

  • Resiliência: Lidar com a nota errada e persistir é o exercício máximo contra a frustração que o mundo imediato nos causa.

  • Foco Profundo: Em um mundo de distrações, a música exige presença absoluta, funcionando como uma meditação ativa.


Na música, o esforço deixa de ser um "custo" e se torna a própria ferramenta de libertação da alma. Ao dominar um instrumento, você não está apenas aprendendo notas; você está treinando seu cérebro para vencer a apatia e retomar as rédeas da própria vontade.



 
 
 

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"Educar sem distorcer, informar sem enganar, instruir sem politizar".
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