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Cavalo baio, coice e salmoura...



Gosto muito de cavalgar, me faz recordar a infância, os tempos que cavalgava com meu avô.


Lembro também da vez que ele me convenceu a montar num cavalo que ele estava domando, era um cavalo baio, pequeno, mas muito ligeiro.


Relutei um pouco, mas acabei topando.


Foi ali mesmo, na frente da casa dele, no bairro belém velho, rua de chão batido, eu tinha entre 10 e 12 anos.


O cavalo estava de bocal ainda

( artigo utilizado no início da doma, antes da utilização do freio ), e meu avô, por "segurança", atou e empunhou um cabresto para me acompanhar.


Não deu outra, me derrubou em poucos minutos. De brinde, tomei um coice. Lembro que a vó ficou uma fera com o véio !


Como lembrança, braço enfaixado com muita salmoura ( para ele salmoura curava quase tudo ).


Levou um tempo para eu me recuperar e tomar coragem para voltar a montar, mas voltei, e terminamos a doma daquele baiozinho.


Esse final de semana, enquanto montava, lembrei e percebi o quanto aprendi naquele episódio.


De certa forma, nossa jornada em direção a um sonho, nosso desenvolvimento, é como um cavalo jovem e arredio que você está montando.


Imagine que esse cavalo é muito talentoso, mas também é novo, nervoso e inexperiente.


No começo da "doma", cometerá erros, sentirá medo dos obstáculos que nunca viu antes.


Por muitas vezes irá empacar, tentar fugir correndo, corcovear querendo derrubá-lo,


Se isso acontecer e você cair, passe a "salmoura", enfrente o medo e volte a montar !


Nessa persistência é certo que virão os primeiro passos, alguns saltos, trote e depois o galope...


No final das contas, nosso trabalho nessa jornada é manter o cavalo andando, se amansando e aprendendo, guiá-lo até o fim da "pista", ajudá-lo a vencer os medos, completar o percurso.


Que sorte a minha ter resolvido montar naquele baiozinho, e claro, ainda bem que tinha a salmoura !





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